Ponto cego., um abraço em mim
Entrei no ringue e dei tudo de mim
Esgotei todas as minhas forças,
Até perceber que estava lutando contra mim mesma, e não por mim.
Ontem, os comprimidos azuis eram como faróis que eu acendia
Mas não vi a curva logo ali,
Agora me sinto como se tivesse me sentado com aquela versão antiga de mim e finalmente sorri.
Consegui superar os dias intermináveis, eu venci.
Agora me encontro às sete todas às quinta-feiras e descubro coisas que eu mesma escondi.
Construí um muro tão alto, que ele estava lá há muito mais tempo do que eu poderia imaginar,
E me vi do outro lado quando eu o vi cair.
Pensei que fosse só para me machucar
Mas a vida olhou para mim e arrancou meus bandaids
E eram tantos que eu nem percebi, que eu os ainda mantinha em mim.
Eu pensei que estava sufocando quando não respirava e que todo o peso era só pra me esmagar
Mas a vida me tirou debaixo do meu próprio ponto cego
Pensei que ia morrer, mas aquilo estava me salvando de mim mesma,
Sobrevivi.

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